Noite Swietojanska

Noc Swietojanska

A Noite de Kupała, chamada também de “sobótka” é uma antiquissima tradição de todos os povos eslavos relacionada com o solstício de verão e comemorada durante a noite mais curta do ano, ou seja de 21 a 22 de junho. É a festa do fogo, água, sol e lua, prosperidade, fertilidade, alegria e amor, que acontece nas terras habitadas por povos eslavos, mas também outros povos bálticos, germânicos e celtas. São acesas fogueiras por cima das quais as pessoas pulam para, simbolicamente, limpar e proteger de todo mal e toda desgraça. São feitas diversas brincadeiras e adivinhações. As moças fazem grinaldas com velas acesas que são colocadas nos rios. Se a grinalda for pescada por um garoto, significa que ela casará logo; se continuar flutuando – ela casará mas depois de um longo tempo; se a grinalda afundar, queimar ou atolar entre os juncos – o mais provável é que não conseguirá casar.
Em muitas regiões acreditava-se que, no período desde o equinócio da primavera até o solstício de verão, não era recomendado tomar banho em rios, córregos e lagos durante o dia. Já o banho tomado após o anoitecer ou antes do nascer do sol, curava diversos males, pois estava sob a influência mágica da lua.
As comemorações da Noite de Kupała começavam com o ascender do fogo ritualístico. Num lugar específico era enfiado no chão um pino de bétula e em cima dele era colocada uma roda de freixo com os raios embrulhados com palha besuntada de alcatrão. A roda era girada com tanta força, que pela fricção acabava ardendo. Então a roda era retirada e levada até as pilhas de madeira preparadas esperando para serem acesas.
Antigamente, os casamentos eram arranjados pelos mais velhos das famílias. A única maneira de conseguir um noivo que não fosse imposto, era na Noite de Kupała. As moças faziam grinaldas com flores e ervas de poderes mágicos e enfiavam nelas tochas acesas. Numa cerimônia com cantos e danças entregavam as grinaldas às ondas dos rios e dos córregos. Mais abaixo aguardavam os garotos que esforçavam-se para pegar as grinaldas. Quem conseguisse, voltava e ia até o grupo de moças para identificar a dona. Os casais, unidos desta forma, podiam ficar juntos sem temer estar ofendendo as tradições.
Era nessa noite também que os jovens procuravam nas florestas a lendária flor de samambaia que abria somente nessa noite do ano e devia trazer muita felicidade e prosperidade.
Essa era também a noite de ler a sorte de diversas plantas colhidas no mais completo silêncio.
A igreja não mediu esforços para transferir estas festas para a noite de São João, de 23 para 24 de junho, tirando assim o seu caráter pagão.